
Ruptura versus excesso
Ruptura é não ter o item quando o cliente quer comprar. Excesso é carregar saldo que não gira. Os dois doem de formas diferentes: um no faturamento, outro no caixa.
Comece pelos itens A — os que mais vendem e mais doem quando faltam. Não tente “zerar ruptura” de todo o catálogo no primeiro mês.
Ponto de pedido simples
Para cada item crítico, defina um mínimo (alerta) e uma quantidade de reposição. Não precisa de fórmula sofisticada no início: precisa de regra escrita.
- listar os 20–50 itens que mais vendem ou que sustentam o ticket
- definir estoque mínimo (quando comprar)
- definir quantidade padrão de compra
- revisar a regra se o item ficar regularmente zerado ou encalhado
O papel do PDV na baixa
Se a venda não baixa o estoque corretamente, qualquer mínimo fica mentiroso. A reposição só funciona quando o saldo reflete a operação real.
- venda no caixa baixa o item certo (SKU/variação)
- trocas e cancelamentos ajustam o saldo
- entrada de compra é registrada antes de vender o lote novo
- evitar planilha paralela que “corrige” o sistema na mão
Revisão semanal
Uma vez por semana, olhe só os críticos: abaixo do mínimo, zerados e com sobra anormal.
- gerar lista de itens abaixo do mínimo
- cruzar com previsão de venda da semana (promoção, sazonalidade)
- emitir pedido de compra com prazo realista do fornecedor
- anotar itens que zeraram mesmo com mínimo — a regra precisa subir
Checklist antirruptura
Depois deste guia, você define mínimo/alerta para itens críticos e uma rotina de reposição ligada às vendas.
- classificar itens A da loja
- gravar mínimo e quantidade de reposição
- garantir baixa correta no PDV
- rodar revisão semanal no mesmo dia
- ajustar regras dos itens que ainda zeram
